
Ao fim das penalidades que acabou com o Corinthians vencendo por 6x5, a torcida do Palmeiras mostrou um amor ao clube há muito tempo não visto por aqui.
Primeiro porque sabe muito bem que o time foi drasticamente prejudicado pelo "arbitro de futebol" Paulo César de Oliveira, erros nos quais, não vou expor aqui, pois já é de ciência de todos.
O segundo fator é que mesmo depois da expulsão do nosso xerife aos 20 min do primeiro tempo, o verdão parecia estar com 20 homens em campo, tamanha a superioridade do time em relação ao conglomerado da marginal sem número.
E terceiro que a torcida sabe que o time é limitado, mas compensa e muito na raça, na vontade de vencer dos jogadores que lá estão defendendo com orgulho a camisa verde e branca.
Toda a discussão em torno das lambanças do senhor Oliveira é muito fácil de entender. Por causa dele, o jogo teve o desfecho conhedido. E por favor imprensa brasileira, não vamos chamar de herói goleiro que defende um penalti!
A questão é muito mais séria do que apenas um jogo polêmico, discussões e etc. Trata-se do amadorismo do futebol brasileiro, em especial, da arbitragem. Um dos motivos para tanto, é literalmente o amadorismo com que se trata a arbitragem, já que ser árbitro no Brasil não é uma profissão e sim um passatempo, um hobby. O sujeito é advogado, preparador físico, dentista e por gostar tanto de futebol resolveu fazer um curso no qual se qualifica para apitar jogos de futebol. Ora, amigos. Sejamos apenas um pouquinho inteligentes. Como o cidadão irá ser ou ficar qualificado e bom no exercicio da profissão, se não há preparo adequado para isso.
Já passou da hora da profissão árbitro de futebol passar de apenas um "bico" de fim de semana para um exercício responsável em que muitas coisas estão em jogo, entre elas, a felicidade do pobre torcedor.
Guilherme Sette